Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
 Leach, 1820
Espécie: P. conspicillata

Nome Científico

Procellaria conspicillata
Gould, 1844

Nome em Inglês

Spectacled Petrel


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Pardela-de-óculos

A pardela-de-óculos é uma ave procelariiforme da família Procellariidae.

A população estimada em 1999 era de 3.800-4.600 pares reprodutivos. A espécie é classificada como Criticamente em Perigo (CR, critérios B1+2e) pela IUCN e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

Características

Semelhante a pardela-preta (Procellaria aequinoctialis). Mede 55 cm, peso de 1 a 1,3 kg ( média de 1,2 kg ). Significativamente menos que as pardelas-pretas das Ilhas Geórgia do Sul. Inteiramente de cor marrom-cinzento, com áreas brancas na cabeça, na face e principalmente ao redor das olhos, de extensão variável e já visível nos ninhegos. Bico amarelado com desenho preto; pernas e pés pretos. Bastante parecida com a Pardela-preta (Procellaria aequinoctialis ), sendo até a pouco tempo considerada uma subespécie da mesma.

Alimentação

Alimenta-se de cefalópodos, crustáceos decápodos e peixes. Possui boa capacidade de mergulho (aves foram observadas atingindo pelo menos 6 m para obter descartes de espinheleiros). Parece ser muito mais diurna que a pardela-preta.

Reprodução

Nidifica em colônias apenas na Ilha Inaccesible, no arquipélago de Tristão da Cunha. Como a pardela-preta, essa espécie cava túneis onde constrói o ninho. Esses túneis são frequentemente construídos em solo encharcado ao longo de drenagens e riachos, e tem uma poça ou “fosso” na entrada. As posturas são feitas no início de outubro e a maioria eclode após meados de dezembro. Os juvenis deixam a colônia em março ou abril.

Hábitos

Pelágico, vive nas águas do Atlântico sul entre a costa sul do Brasil e a costa sul da África, mas também já foi registrado no Oceano Índico.

Distribuição Geográfica

Vive nas águas do Atlântico sul, embora haja registros antigos para o Oceano Índico. Nidifica apenas na Ilha Inaccesible ( arquipélago de Tristão da Cunha ). Frequenta as águas costeiras brasileiras desde o Rio Grande do Sul até o estuário do Rio Amazonas e a Ilha de Marajó.

Status de conservação: VU ( IUCN ); listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

Referências

Galeria de Fotos